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O preço do leite continua firme mas a baixa do preço da manteiga pode aparecer
05/10/2017

Os preços do leite estão elevados, mas as fortes cotações da manteiga podem ceder, disse a Comissão Europeia, mesmo com a decepção da Fonterra com a produção de leite na Nova Zelândia neste início de 2017/18.

Os preços do leite – que ao produtor subiu em um terço no ano até julho, na União Europeia (UE) – teve “aumento adicional” no mês passado, disse a Comissão Europeia, depois de um encontro com representantes da indústria. A “expectativa é de que os valores permaneçam firmes nos próximos meses” acrescentou a comissão, enfraquecendo o crescimento do comércio global, que aumentou 6% em julho em equivalente-leite. “A líder das importações mundiais, a China” cresceu 27%, seguida pelo Sudeste Asiático, que expandiu 12%, acrescentou a comissão, observando que o comércio de leite em pó desnatado “disparou em julho, impulsionado pelos preços baixos”.

Possível correção de preços

No entanto, a comissão está mais cautelosa em relação às perspectivas para os preços do leite em pó desnatado, que deverão cair ainda mais, em relação aos já fracos preços, graças ao esquema de gerenciamento dos estoques de intervenção na UE nesse ano. E para a manteiga, a previsão é de “possível correção nos níveis de preços”, com potencial substituição da demanda por produtos alternativos. “Preços elevados da manteiga podem levar a substituí-lo por gorduras vegetais”, diz a ComissãoAumento substancial da produção.

A observação veio, apesar da avaliação de que, mesmo com preços recordes da manteiga, os processadores estão focando na fabricação de queijo diante da fraqueza nos preços do leite em pó desnatado, que também é fabricado durante a produção de manteiga. A Comissão também levou em consideração o panorama de 2017/18, que começou em julho e agosto. Em junho o principal exportador, a Nova Zelândia, “começou com substancial crescimento” na produção de leite em ambas as ilhas, “indicando expansão”. A Dairy Australia relatou crescimento de 2,7% na produção, que chegou a 653,9 milhões de litros no mês de julho. No entanto, a Fonterra, que processa a grande maioria do leite produzido na Nova Zelândia, informou na sexta-feira que o início da temporada, com volumes acima de 7% em julho, inverteu, em decorrência do tempo úmido, particularmente na Ilha Sul. Em agosto a captação caiu 2%.

Continuidade do tempo úmido

“A continuidade do tempo úmido em agosto foi desafiador para os produtores de leite e impactou no volume de leite captado”, disse a cooperativa, enquanto refaz as previsões iniciais, que projetavam crescimento de 3% em toda a temporada 2017/18. O panorama também foi responsável pela queda na venda de terras na Nova Zelândia, tendo queda de 21% nos negócios entre junho e agosto, em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados do Instituto Imobiliário Reinz. Brian Peacocke, porta-voz do setor rural disse que “o recorde de chuvas é a razão da frustração dos proprietários de terra em muitas regiões que agora lidam com solos encharcados e pastagens sob pressão. “As condições de certas áreas são extremamente difíceis para os agricultores utilizarem as pastagens, e também arar para plantio. “Nestas condições, aqueles que colocam as propriedades disponíveis para venda, simplesmente, não têm condições de mostrar a fazenda”, disse Peacocke, afirmando, que a queda no volume de vendas “não surpreende”.

Fonte: eDairy News

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