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GlobalDairyTrade, dá o maior salto em 14 meses, em meio a preocupações crescentes com a produção de leite da Nova Zelândia,
22/01/2018

O GlobalDairyTrade (GDT) teve elevação de 4,9% no evento desta terça-feira feira, o maior percentual visto desde novembro de 2016, acumulando ganhos de 7,2% em 2018. Todos os seis produtos negociados na plataforma subiram, tendo a manteiga obtido o maior percentual, 8,8%, o maior crescimento em oito meses. O produto mais negociado no GDT, o leite em pó integral, subiu 5,1% - bem acima do ganho de 1,8% obtido na Bolsa de Futuros da Nova Zelândia (NZX) e o aumento entre 2 e 4% previsto pelo Banco ASB.
 
Redução de volume
 
Os ganhos refletem a cautela da Fonterra na última semana, que cortou a projeção de venda de produtos no GDT, atribuindo o anúncio a problemas climáticos que estão afetando a produção de leite na Nova Zelândia.
 
A cooperativa reduziu em 17.000 toneladas, para 615.004 toneladas, a previsão de oferta de produtos na plataforma neste ano de 2018. Serão cortadas 2.000 toneladas de manteiga; 5.000 toneladas de leite em pó desnatado; e 10.000 toneladas de leite em pó integral.
 
“A queda nos volumes é decorrente do impacto do clima na produção de leite”, afirmou o grupo, acrescentando que “continuaria a observar de perto o impacto que isso está tendo na captação de leite”.
 
Tempo seco e quente
 
Durante a noite, a Fonterra – que no último mês cortou em 45 milhões de quilos o volume de sólidos de leite, e reduziu a previsão de captação de leite em 3% na temporada 2017/18 – divulgou que a captação de leite em dezembro caiu 6%. O declínio foi “decorrente do clima seco no país”, que “impactou significativamente a umidade do solo e a qualidade das pastagens”, e que, ironicamente, veio depois de um início úmido da temporada 2017/18, iniciado em junho.
 
Em dezembro, a queda foi mais intensa na Ilha Norte, 8%. A cooperativa espera que a chegada das chuvas no início de janeiro “ajudará em algumas regiões”. “No entanto, mais chuvas serão necessárias nas próximas semanas para haver qualquer recuperação da produção, particularmente nos distritos de Waikato, Taranaki e Central”.
 
Austrália
 
O contrário ocorre na Austrália, onde a Fonterra relatou aumento de 28% na captação de sólidos de leite diante da inscrição de novos produtores, e melhoria do clima.
 
“O crescimento continua a ser impulsionado por novos fornecedores além das condições sazonais excepcionais em toda a Austrália”, diz a cooperativa. (Fonte:  Selectus 5328, 17 deJaneiro, 2018)
 
 A EMB  publica dados que mostram evolução no preço do leitex custos 
 
A EMB a entidade que representa os produtores de leite da Europa, publicou dados dos custos de produção de leite na Alemanha no quarto trimestre de 2017, mostrando que pela primeira vez, desde 2009 (data do início da série de cálculos), o preço recebido pelo produtor de leite quase cobriu os custos de produção.
 
No quarto trimestre, o preço médio recebido pelo pecuarista alemão foi de 40,35 centavos por quilo, enquanto que o custo médio foi de 41,3 centavos por quilo, ou seja, cobriu 98% dos custos. A tabela abaixo mostra que ao longo de 2017 a distância entre o preço e o custo foi diminuindo. Em janeiro de 2017, o preço cobria apenas 80% dos custos. Os piores anos foram 2009 e 2016, onde o preço só cobriu 67 e 68% dos custos, respectivamente. Segundo a EMB, o efeito dos planos de redução voluntária de produção já está se diluindo, podendo os preços voltarem a baixar. Lembram que os produtores belgas se viram obrigados a aceitar o corte de preços de 1 a 2 centavos por quilo de leite em novembro passado.  
 
Preços em ct/kg (centavos de Euros/kg)
 

 

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