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Rio Grande do Sul não tem como atender demanda de leite
23/08/2007
A produção gaúcha de leite não será capaz de suprir a demanda que começará a surgir em 2008 devido à instalação de novos laticínios e ampliação de unidades já existentes.

A produção gaúcha de leite não será capaz de suprir a demanda que começará a surgir em 2008 devido à instalação de novos laticínios e ampliação de unidades já existentes. O Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul - Sindilat estima que o estado teria de agregar 2,2 milhões de litros por dia de produção dentro de um ano, 34% mais em relação à média de 2006. "Não existem condições de aumentar a produção em prazo tão curto. Haverá ociosidade", afirma o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Ele considera o início da operação das primeiras fases das plantas da CCGL (Cruz Alta), Nestlé (Palmeira das Missões), da Italac, (Passo Fundo), além da ampliação da Corlac (Erechim). Quando todas estiverem produzindo a pleno, dobrará a necessidade de captação de leite. "Temos um rebanho de 1,2 milhão de vacas. Seriam necessárias entre 150 mil e 200 mil vacas a mais", diz Palharini. Para ele, o crescimento vegetativo do rebanho e a importação de animais dos países do Prata não será suficiente para a nova demanda. "O Uruguai e a Argentina também não têm animais disponíveis", diz. Segundo informa, a produção de leite no Rio Grande do Sul cresceu entre 8% e 10% nos últimos anos, acima da média nacional. Mesmo assim, o ritmo foi insuficiente para a nova demanda. Para o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul - Fetag, Elton Weber, a solução só virá no médio prazo. "Só vamos atender essa demanda em 2010 ou 2011". Weber representa pequenos produtores, responsáveis por 80% da produção estadual de leite. Ele acha que novos investimentos em leite depende de preços firmes, crédito e assistência técnica. O preço, fator desestimulante nos últimos anos, hoje anima os pecuaristas. "No último mês o preço médio pago ao produtor foi de R$ 0,70 o litro, entre R$ 0,15 a R$ 0,20 a mais que no mesmo período do ano passado. Há seis meses o preço era de R$ 0,40", lembra Weber, confiante na manutenção dos preços acima da média dos últimos anos. O presidente da Fetag defende uma fórmula que torne toda a cadeia sustentável, ou seja, que o lucro não fique apenas com as indústrias e os supermercados. A Laticínios Bom Gosto, de Tapejara (RS), anunciou ontem investimentos de R$ 46 milhões no Rio Grande do Sul. Também a Nestlé, CCGL Italac e a Embaré devem se instalar no estado nos próximos anos. As instalações da Embaré serão instaladas em Sarandi, com capacidade para processar até 2 milhões de litros/dia. O secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini,diz que a procura se deve à qualidade da matéria-prima e pela oscilação menor da produção durante o ano, apesar do rigoroso inverno. "Minas Gerais e Goiás têm de quatro a seis meses de seca", explica, citando as duas maiores bacias leiteiras do País. Para Palharini, o Rio Grande do Sul, também por questões climáticas, está sofrendo menos pressão para o plantio de cana-de-açúcar em virtude da febre do etanol. Outro fator favorável à atividade é o crescimento da demanda no País pelo efeito renda. "Com maior poder aquisitivo, cresce a demanda por proteína”.

Fonte: Selectus 2814, 23/08/2007, Gazeta Mercantil

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