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Greve de fiscais agropecuários deve atrapalhar exportação de leite e derivados

28, agosto, 2007

A fiscalização internacional nos portos e aeroportos do trânsito de produtos animais e vegetais e a liberação de alimentos para a exportação, como frutas, leite, carne e mel ficarão prejudicadas a partir da terça-feira, 28 de agosto.

A fiscalização internacional nos portos e aeroportos do trânsito de produtos animais e vegetais e a liberação de alimentos para a exportação, como frutas, leite, carne e mel ficarão prejudicadas a partir da terça-feira, 28 de agosto. O motivo é a greve dos fiscais agropecuários que será deflagrada por tempo indeterminado. Em todo o país, existem, em atividade, cerca de 2.500 fiscais. Na Bahia, são 123 profissionais. Os fiscais são bioquímicos, zootécnicos, agrônomos, químicos, farmacêuticos e veterinários responsáveis pela fiscalização das cargas que transitam pelos portos, aeroportos e fronteiras do Brasil, além do abastecimento interno do país. Os fiscais e o governo estão em negociação há mais de dois anos, e, de acordo com a categoria, representada pela Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários - Anffa, o não cumprimento dos acordos firmados entre as partes revela o descaso com o qual o governo federal trata a segurança alimentar, a defesa agropecuária nacional, o agronegócio e os servidores públicos. Os fiscais agropecuários reivindicam melhores condições de trabalho, reajuste salarial de 45%, reavaliação da gratificação e criação de uma escola superior de Fiscalização Agropecuária. Segundo informações da Anffa, será mantido o atendimento normal a produtos perecíveis e respeitado o percentual de 30% do efetivo dos fiscais trabalhando, como determina a legislação brasileira. Para o coordenador da comissão de paralisação dos fiscais federais agropecuários na Bahia, Paulo Reis, a proposta que veio por parte do governo foi completamente diferente do que havia sido negociado durante as reuniões. “Mais uma vez o governo não cumpriu. Não agüentamos mais essa quebra de braço”, reivindica Reis. Segundo ele, o governo havia garantido que aumentaria em 100% o valor da gratificação da categoria, mas voltou atrás e anunciou que daria 80% de aumento e 12% de reajuste salarial. De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ainda não foi definida a posição que será adotada pelo governo, já que os fiscais federais agropecuários não aceitaram a proposta oferecida na última rodada de negociações.
Fonte: 2817, 28/08/2007, A Tarde/BA

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