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Consumo de leite e derivados contribui para redução de risco de doenças

Estudos populacionais têm demonstrado que o consumo de leite e derivados estão associados a menor risco de desenvolvimento de síndrome metabólica, hipertensão, doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer. Descobertas recentes indicam que a maioria dos estudos não conseguiu encontrar associação entre a ingestão de produtos lácteos e o aumento do risco de doença cardiovascular, doença cardíaca coronariana e acidente vascular cerebral, independentemente dos níveis de gordura do leite.

Os resultados de estudos indicaram que uma dieta rica em gorduras saturadas, provenientes do leite e da manteiga, levou ao aumento do LDL-colesterol, porém, somente quando substituída por carboidratos ou ácidos graxos insaturados.

Entretanto, ela também ocasionou o aumento das lipoproteínas de alta densidade (HDL-colesterol). Por precaução, formulações com teor reduzido de gordura devem ser consideradas especialmente em populações com maior risco de doenças cardiovasculares, como os leites semidesnatados, que apresentam entre 0,6% e 2,6% de gorduras totais ou os desnatados que possuem no máximo 0,5% de gorduras lácteas totais. Vários estudos têm consistentemente encontrado que o consumo de três ou mais porções diárias de laticínios está inversamente associado com o risco de elevada pressão arterial. O Estudo de Rotterdam encontrou redução de 20% na incidência de hipertensão associada à ingestão de produtos lácteos, além da combinação do cálcio, fósforo e potássio ter se revelado essencial para o controle da pressão arterial.

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