Nutrição e Gastronomia

Lactase – Pesquisadores franceses encontraram uma pista na digestão de produtos lácteos

Uma equipe do Centro Internacional de Pesquisas Inflamatórias de Lille, por acaso, fez uma descoberta que poderá por fim à intolerâncias aos produtos lácteos.

As pessoas que sofre dessa doença – entre 2 e 15% da população da França – não conseguem assimilar corretamente a lactose por ausência da enzima lactase. Ela é encarregada de quebrar a lactose para que possa ser absorvida pelo intestino. Sem a lactase, copos de leite, iogurtes, queijos frescos e chocolates ao leite podem ser esquecidos. “Entre os mamíferos, a produção de lactase desaparece depois da amamentação. Mas, em algumas pessoas, as mutações surgiram através da evolução permitindo a manutenção da síntese da enzima até a idade adulta, sabendo, que essas mutações, foram bastante heterogêneas entre a população. De 70 a 80% das pessoas de origem caucasiana produzem a enzima na idade adulta, mas, só cerca de 10% entre a população asiática”, explica Benjamin Bertin, responsável pelas pesquisas. De acordo com a equipe de pesquisadores de Lile, será possível aumentar a produção de lactase ativando uma proteína determinada.

Os resultados inesperados

Originalmente os cientistas procuravam um medicamento mais seguro e eficaz contra a colite hemorrágica (uma doença inflamatória crônica do cólon e do reto). Mas depois de testarem diversas moléculas, eles perceberam que algumas delas, na realidade, começavam a produzir a lactase. Problema: os pesquisadores não sabem, precisamente, quais foram elas. No entanto, eles estão nas pista porque parece que certas moléculas presentes nos alimentos, em particular nos ácidos graxos da carne dos ruminantes, possuem tal efeito. Estes foram os resultados obtidos com ratos.

“A ideia será então, suplementar os intolerantes à lactose com esse nutrientes para que eles possam aumentar a produção de lactase e o consumo de produtos lácteos, se assim quiserem”, sugere Benjamin Bertin. Os pesquisadores agora estão procurando identificar as tais moléculas de alimentos naturais que poderão ser oferecidas a intolerantes à lactose.

De acordo com os cientistas, esses resultados poderão chegar ao tratamento não farmacológico, mas, por recomendações nutricionais, visando melhorar a digestão de produtos lácteos pelos intolerantes à lactose. Uma perspectiva interessante, pois muitos estudos associaram essa doença ao aumento do risco de desenvolver hipertensão arterial pelo exclusão de certos alimentos.

Fonte: Selectus 5350/Le Figaro, fev 2018

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