As importações de leite em pó realmente derrubam o preço pago ao produtor?
15, maio, 2026
A discussão tem ganhado força no Brasil, com propostas legislativas que buscam restringir a entrada e o uso de lácteos importados. No entanto, a dinâmica de preços no setor está muito mais ligada às variações da oferta interna do que às importações isoladamente. Em períodos de maior produção, a oferta cresce e pressiona os preços; quando há retração, os valores voltam a subir.
O texto escrito por Carlos Humberto Mendes de Carvalho – Presidente do SINDILEITE SP – destaca que o leite em pó importado, além de muitas vezes não competir diretamente com o leite fluido nacional, é utilizado como insumo em produtos industrializados e, em simulações para 2025, apresentou custo superior ao leite pago ao produtor em São Paulo — cerca de 11% mais caro após a internalização. Ao mesmo tempo, fatores como câmbio, mercado internacional, consumo e estrutura da cadeia também influenciam os preços.
A proposta de restringir o uso de lácteos importados pode gerar impactos relevantes na indústria, dificultando processos produtivos, encarecendo custos e limitando a inovação, sem comprovação técnica de benefício ao produtor. Além disso, o crescimento de 8,5% na produção formal em 2025, aliado à queda nas importações líquidas, reforça que o excesso de oferta interna segue como principal fator de pressão sobre os preços.
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Fonte: MilkPoint, 09 maio 2026